domingo, 24 de abril de 2011

Retrato e autorretrato na aula de Arte



O trabalho acima é desdobramento da leitura do retrato de Monalisa, que aocnteceu durante os dias em que conhecemos o trabalho de criação e ciência de Leonardo da Vinci.

Depois de falarmos bastante sobre sua vida, a época em que viveu, seus quadros e outras invenções, passamos para uma atividade prática de fazer um retrato ou autorretrato. O desenho foi feito com acetato sobre foto, como caminho para percepção de formas e autoconhecimento. Após desenhar sobre acetato, passamos com carbono para o papel e pintaremos com aquarela.

Depois de pronto, fizemos uma reflexão em grupo sobre o trabalho acerca das perguntas:  

O  que aprendi sobre mim neste trabalho? 
Como eu me coloco diante dos desafios?

Lia e Tamara, professoras de Arte do Ilha de Vera Cruz .

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Midiateca do Vera Cruz

Na sexta-feira, dia 01/04/2011, as professoras Cláudia e Renata levaram seus alunos para conhecer a midiateca da Escola Vera Cruz. A midiateca da escola atende aos alunos e professores das 3 unidades: ensino médio, ISE (Instituto Superior de Ensino) e o Ilha de Vera Cruz – EJA. Dentro da biblioteca encontra-se também um espaço multimídia, com computadores disponíveis e acesso à internet.
HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO: Segunda à sexta, das 17h às 21h45.

QUEM PODE UTILIZAR?
Todos os alunos regularmente matriculados e funcionários do Vera Cruz.

O QUE VOCÊ PODE EMPRESTAR DA BIBLIOTECA?
Livros, DVDs, CDs e Fitas de vídeo.
Dicionários, enciclopédias e revistas só podem ser utilizados no interior da Biblioteca.
Eventualmente, alguns outros materiais também podem ter circulação restrita.

USO DOS COMPUTADORES
O uso dos computadores está condicionado às necessidades de estudos dos alunos, seja para
pesquisa e/ou digitação de trabalhos escolares;
É vedado o acesso a sites pornográficos, jogos e salas de bate-papo.

SEJA BEM-VINDO, e FAÇA BOM USO DA BIBLIOTECA!!!

Para saber mais sobre a Midiateca do Vera Cruz, clique aqui.

Visita à Biblioteca São Paulo


Em 2010, os alunos do Projeto de Leitura fizeram uma visita à Biblioteca de São Paulo (BSP). O passeio foi feito numa manhã domingo, saindo da escola às 9h e, utilizando o trem e metrô, conseguimos chegar facilmente até lá.

A Biblioteca foi construída junto ao Parque da Juventude, na zona norte da cidade, onde antigamente existia o Presídio do Carandiru (próximo à Estação Carandiru do metrô).

O projeto foi idealizado pelo governo do Estado de SP, que investiu cerca de 8 milhões de reais na construção da biblioteca e no seu acervo. Inspirada na Biblioteca do Chile e nas melhores práticas adotadas pelas bibliotecas públicas do país, a BSP buscou integrar as diversas mídias como jogos eletrônicos, internet, televisão, filmes e outras atividades culturais.

Ela faz parte de um conjunto de iniciativas que visam incentivar e promover o gosto pela leitura, atraindo os diferentes públicos: infantil , jovens, adultos , idosos e pessoas com deficiências. Nela é possível escutar música, assistir a um filme, brincar com os jogos eletrônicos e relaxar nas suas várias áreas de convivência.

Em fevereiro de 2011 a biblioteca comemorou 1 ano de existência.

Vale a pena fazer uma visitinha para conferir.

BIBLIOTECA DE SÃO PAULO
Onde: av. Cruzeiro do Sul, 2.630 (ao lado do metrô Carandiru)
Quando: de ter. a sex., das 9h às 21h, sáb., dom. e feriados, das 9h às 19h
Quanto: entrada gratuita
Se quiser saber mais, visite o site: http://www.bibliotecadesaopaulo.org.br/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

O escritor Luiz Ruffato conta como salvo pela literatura

 Escrito por Eliane Brun

Luiz Ruffato costuma contar que é filho não do primeiro, mas do segundo pipoqueiro mais importante da cidade mineira de Cataguases. O primeiro fazia ponto na Praça Ruy Barbosa, perto dos cinemas e bares. Já seu pai assentava o carrinho na Praça Santa Rita, a da igreja. A pipoca ornava mais com o footing do que com a reza, portanto o concorrente faturava mais. A história serve como uma fita métrica capaz de mensurar a lonjura do salto que fez do filho do segundo pipoqueiro mais importante de Cataguases um dos escritores mais interessantes do Brasil de hoje, com vários prêmios e livros traduzidos em países como França, Itália e Portugal. Quase um milagre, num país tão desigual. Mas, como lembra Ruffato, um milagre da Igreja do Livro Transformador.

Desde que ouvi Luiz Ruffato contar sua história, em Paraty no ano passado, que ficava ensaiando o convite para que ele a compartilhasse com vocês aqui nesta coluna. Há escritores cujos livros a gente ama, mas quando os conhece encarnados, são tão arrogantes e mesquinhos que dá nhaca da obra. Por isso, em geral até prefiro não conhecer os autores dos livros que amo para não misturar as almas – e perder os livros que já possuem um pedaço da minha. No caso de Ruffato, o risco não existe. Ele é uma das pessoas mais encantadoras e generosas que já conheci. Encontrá-lo é como chegar em casa.

Nesta entrevista ele nos conta a história de como foi salvo pela literatura. Se fosse uma igreja mesmo, a do livro transformador, seria o que os religiosos chamam de “testemunho”. Mas a literatura nos salva pelo avesso: porque nos enche de perguntas em vez de respostas, nos inquieta, nos dá comichão e insônia, perturba mais que pernilongo e nos transtorna para todo o sempre ao mostrar que o mundo é grande e sempre além. A literatura acaba nos salvando exatamente porque nos põe a perder dos destinos determinados.

No caso de Ruffato, o destino idealizado pelos pais era de que subisse na vida virando operário especializado, o que ele até foi por uns tempos. O que ele vai nos contar aqui é como de entregador, balconista e torneiro mecânico terminou virando jornalista e depois escritor. Por quais caminhos acabou migrando para Juiz de Fora, entre outras paradas, e depois desembarcando em São Paulo, onde chegou a morar na rodoviária do Tietê por um mês. E também vai nos contar por quê. Sim, porque Ruffato só admitia escrever se encontrasse uma boa razão.

Ao perseguir seus porquês, ele tornou-se um dos poucos escritores brasileiros a escrever sobre o universo da classe média baixa. Carrega para as páginas da ficção a subjetividade do trabalhador urbano, até então praticamente um exilado da literatura brasileira. E, para contar essa saga, buscou uma forma que pudesse dar conta desses personagens desenraizados, fragmentados no movimento imposto pela sobrevivência.

Eles eram muitos cavalos (Record) é o livro que deu reconhecimento a Ruffato, pelo qual recebeu os prêmios Machado de Assis e APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte). Agora, ele escreve o quinto e último volume da saga que chamou de Inferno Provisório (Record), dos quais quatro já foram publicados: Mamma, son tanto Felice, O mundo inimigo, ambos premiados pela APCA, Vista parcial da noite, pelo qual ganhou um Jabuti, e O livro das impossibilidades.

Dividi sua história em tópicos, para facilitar a leitura. Como nos romances de Ruffato, é possível começar pelo fim ou mesmo pelo meio. E depois ir ao começo. Ou seguir a trajetória mais ou menos linear. Cada leitor descobre seu rumo. Abusei um pouco do fato de a coluna ser minha e marquei as partes que achei mais lindas.

Boa leitura. Espero que você também faça parte desta Igreja!
Leia a entrevista completa feita pela jornalista Eliane Brun com o escritor Luiz Ruffato no Site da Revista Época

Entrevista com Luiz Ruffato - Encontros de Interrogação