domingo, 12 de junho de 2011

O caminho para um sonho - apresentação

O caminho para um sonho

Histórias de vida contadas por
aqueles que ousam sonhar e acreditar


Nós, alunos do colégio Ilha de Vera Cruz das fases 1 e 2, convidamos você leitor a ler e conhecer um pouco de nossa história.
Todas são emocionantes e verdadeiras porque cada um contou sua história do jeito como ela é. Algumas partes tristes, outras partes alegres, engraçadas, animadas, sensacionais, radicais. São histórias cheias de altos e baixos.
Nascidos em lugares diferentes – Bahia, Ceará, Sergipe, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraíba, Espírito Santo, Alagoas, Pernambuco –, com o mesmo objetivo, viemos para São Paulo para trabalhar, estudar e buscar uma vida melhor. Provavelmente, uma dessas histórias pode ser semelhante à sua.
Leia nossa história que você vai gostar e se emocionar também.

Os autores.
São Paulo, junho de 2011.

O dia da minha liberdade

Abraão Correia da Silva

Eu, Abraão C. da Silva, filho de Manoel C. Silva e de Laura Ferreira Santos, nasci em Vitória da Conquista BA.  A minha mãe é empregada doméstica e meu pai é comerciante de cereais, no dito popular barraquinha na feira. Eu tenho oito irmãs no total. O meu pai separou-se da minha mãe quando eu tinha por volta de oito, nove ou dez anos, não sei ao certo. As outras irmãs são por parte de pai e eu conheço e convivi muito bem com elas. São as irmãs por parte de mãe com quem eu convivo mais , sendo o segundo filho entre os oito.

Fui pra São Paulo com a idade de três a quatro anos e fiquei até os sete anos. Estudei o primeiro ano em São Paulo e voltei para Conquista. Na verdade minha mãe foi trabalhar em São Paulo para comprar uma casa, só que não deu certo. Teve que voltar, porque as minhas irmãs ficaram com a minha avó e não deu certo. Em Conquista voltei a estudar, no primeiro ano fiz o primeiro ano a, no ano seguinte o primeiro ano b e no seguinte o primeiro ano c. Neste meio tempo estudei cinco anos o primeiro ano, o b que na verdade seria o segundo, e o terceiro seria o c, ao certo não sei como explicar o meu estudo, foi meio confuso. A dificuldade que eu tinha na época era em relação a material escolar, pois eu sempre fiquei com as sobras ou estudava com livros dos colegas. Tímido do jeito que eu era, pedia uma ou duas vezes no máximo, às vezes eu conseguia, outras não, passava muito constrangimento por não ter livro. Quando a minha mãe conseguia, já era no segundo semestre, perto de provas finais, mas com todos estes sacrifícios não aprendi muito a escrever e ler.

Trabalhei com minha mãe na plantação de capim. Ai que é vida sofrida, levantar às quatro horas da manhã e esperar o caminhão.Todo mundo na carroceria chegava na fazenda tremendo de frio. Era uma vida muito sofrida. Já fui pra fazenda de café na época da colheita, já puxei muita cobra no rastelo. Com quinze anos fui trabalhar em posto de gasolina, lavava carro, engraxava cruzeta de carreta, troca de óleo, enfim sempre fazendo tudo. Não deu certo, perdi o emprego e não consegui outro.

Então de Conquista fui para Salvador trabalhar em pintura de parede em escola. Morávamos na escola mesmo e trabalhávamos de empreitada. Não tínhamos um momento de lazer, só trabalhava por produção.

Voltei para Conquista com dezoito anos na fase do exército. Servi o tiro de guerra no segundo semestre de 79. Em 79 mesmo fui para o Rio de Janeiro com um primo. Segundo ele disse para a minha mãe, íamos para a casa da irmã dele em São Conrado .

O meu primo conseguiu convencer a minha mãe para que nós viajássemos, e ela deixou, mas com muitas recomendações, que se não desse certo, voltássemos de imediato. Fui para o Rio de Janeiro e não foi nada daquilo que o meu primo disse. Não tinha lugar na casa da tal irmã e fomos para um albergue. Pegamos uma fila enorme para fazer o cadastro e não conseguimos vaga, pois tinha uma quantidade certa, e nos mandaram para o albergue de Niterói. Colocaram na perua uma média de 15 pessoas, nos cadastramos e ficamos 5 dias.Conseguimos emprego na sinal de marinha Ma Isa, um estaleiro de navio. Pegamos as ferramentas e os uniformes, nos deram alojamento e tíquetes de refeição para o mês inteiro. Eu e meu primo não trabalhamos no primeiro dia por ter faltado ferramenta, ficaram 5 ou 6 sem ferramentas. Ficamos o dia inteiro sem fazer nada e não podíamos sair do estaleiro. Saímos para almoçar no barzinho que aceitava os tíquetes de refeição. Conversando com o dono do estabelecimento, ele nos informou que compraria os tíquetes. Fomos até a firma conversar com o contratante .Chegando lá, o mesmo não se encontrava. Estava um outro e pedimos a ele os documentos, que não íamos ficar. O mesmo nos devolveu os documentos e fomos embora. Saímos de Niterói e fomos para o Rio de Janeiro.

Chegando no Rio por volta das 8:00 horas, precisávamos de um ponto de apoio. No albergue não podíamos ir, então fomos para a delegacia pedir para o delegado apoio por uma noite. O delegado nos deu guarita por uma noite. No dia seguinte fomos para Copacabana. Ficamos o dia inteiro na praia, cães farejadores farejaram a minha mochila e policiais fizeram perguntas se eu era usuário de entorpecente. Eu disse que não e eles foram embora. Passei por um grande susto. Ao anoitecer, fomos para a rodoviária e compramos passagens para São Paulo. Chegando à São Paulo, no dia 20 de dezembro, com o meu primo na rodoviária da Luz fomos para o Ibirapuera. Eram 8:00 horas. Eu fiquei na parte dos eucaliptos e o meu primo deitou entre eles e mandou que eu deitasse , pois mais tarde nós iríamos para a Vila Joaniza, onde a nossa tia morava. Viemos a acordar por volta das 14:00 horas. Estávamos com fome e meu primo me enrolando, sem querer me levar. Por fim me levou, me deixando na porta da casa da nossa tia. Ele não quis entrar e nos despedimos. Ele sumiu e, alguns anos depois, tive notícia dele. Tinha voltado para o Rio. Eu fiquei e trabalhei dois anos, depois voltei para Conquista em 81. Fiquei em Conquista um ano sem conseguir emprego.

Voltei para São Paulo em 82 e aqui estou. Conheci uma garota através de trote, que uma prima dela passou. Com esta brincadeira eu conheci a minha esposa. Foi muito difícil, pois eu trabalhava como segurança na Sharp, terceirizado e à noite. Por fim ela aceitou namorar comigo. Neste meio tempo ela ficou grávida de uma menina que nasceu em 86. Fomos morar juntos e juntos estamos até hoje. Só tivemos uma filha e houve muitas complicações neste meio tempo.A minha esposa não pode mais ter filho e aí uma prima da minha esposa nos ofereceu uma criança para criarmos. Ficamos apreensivos com isso, pensamos e conversamos muito com a nossa filha e ela aceitou. Explicamos para ela que é para sempre com tudo isto . Pensamos e demos a resposta que sim. A criança nasceu em 96 e era um menino lindo. Fomos para um cartório registrar a criança no nome da mãe biológica por orientação do juiz. Ficamos oito meses caminhando com o processo. A assistente social nos fez uma visita e visitou a mãe biológica também. Por fim o juiz nos deu a guarda definitiva. Comemoremos muito e hoje estamos com um garotão de15 anos. Esta é a minha história. Fim.

Um sonho em construção

Aislan Martins da Silva

Eu, Aislan Martins da Silva, tenho 24 anos , nasci na cidade de Alagoas, no município de Palmeiras dos Índios , filho de Maria Aparecida Martins da Silva, e Cícero Martins da Silva tenho cinco irmãos , eu resido em São Paulo há dez anos. Foi muito bom ter vindo para São Paulo, a minha infância com a minha família, não foi fácil.

Mas graças a Deus , estou bem na minha vida e posso não ter com seguido tudo, mais estou realizado, e agradeço, pois tudo que tenho hoje devo ao meu trabalho. Hoje estou casado, a minha esposa esta grávida e estamos muito felizes , somos católicos, e só temos a agradecer a Deus.

Novos sonhos, novos caminhos

Ana Cristina de Souza Campos


Eu, Ana Cristina, filha de Joaquim e Maria Christina, nasci na cidade de São Paulo no dia 2 de maio de 1962. 
 
Meus pais são professores, portanto cresci em uma casa cercada de livros por todos os lados, uma verdadeira bagunça. Ler já fazia parte do meu cotidiano desde muito cedo, assim como comer e dormir. Meus pais sempre nos incentivaram a estudar e fizeram o que podiam para nos colocar em boas escolas.
Tive uma infância comum, com tempo para estudar e brincar também.

Desde cedo meus pais nos levavam para viajar, e, graças a isso, pude conhecer vários lugares e povos.
Aos 12 anos, minha família decidiu ir morar na Alemanha, onde minha mãe foi continuar seus estudos e meu pai trabalhar. Foi uma aventura e tanto, pois nós não sabíamos falar a língua daquele país e isso nos dificultou bastante no começo. Demorei mais ou menos uns 6 meses para começar a me comunicar normalmente com as outras pessoas. No começo era só mímica e gestos, um sufoco. Imagina o que significa você ter que ir à escola, sair, fazer compras, ver televisão, etc. e não entender nada do que os outros dizem? Foi assim durante um bom tempo, mas aos poucos fomos aprendendo alemão e, depois de um ano, já estávamos bem adaptados. O bom de tudo isso foi poder conhecer outros países, culturas, modos de viver, comidas, paisagens, e muito mais. Nesse um ano e meio que passamos lá, apesar de muita saudade da família e dos amigos, passeamos bastante e conhecemos muita gente legal, e alguns ficaram nossos amigos até hoje.
Esta viagem abriu-nos muitas portas e pudemos voltar para a Alemanha em outras ocasiões. A nossa casa, também, acolhia muitos alemães em visita ao Brasil durante muitos anos.

Até hoje eu gosto muito de viajar e de conhecer pessoas de outros lugares. Tenho uma irmã que mora com o marido e as 3 filhas nos Estados Unidos, onde eu procuro ir pelo menos 1 vez por ano para visitar. Outra que mora em São Paulo, casada e com duas filhas. São 5 sobrinhas maravilhosas.
A minha escolha profissional foi por estudar administração de empresas e, depois da faculdade, fui trabalhar no mercado financeiro (bancos), onde fiquei por 20 anos. Quando saí, resolvi fazer algo completamente diferente e que era um sonho muito antigo: trabalhar com educação de jovens e adultos. Tomei conhecimento do Ilha de Vera Cruz no segundo semestre de 2007 e me apaixonei, por isso estou aqui até hoje.

Muita coisa eu aprendi neste tempo e espero continuar aprendendo muito mais. A vida é um eterno reinventar-se através de novos caminhos.


Um sonho de ser artista da música

Antonio Luiz Alves Teixeira

Meu nome é Antonio Luiz Alves Teixeira, nasci e fui criado no estado do Ceará, na cidade de Mombaça. Filho de Maria do Carmo Alves Teixeira e Luiz Alves Teixeira, trabalhei na roça ao lado dos meus pais dos 10 aos 21 anos e decidi procurar outra vida.

E lá fui eu com destinho à cidade grande. Parti para São Paulo para buscar uma vida melhor. Chegando na capital, sem estudo e sem trabalho fixo, mas com a boa vontade de conquistar o futuro, em poucos dias comecei a trabalhar, graças a meu bom Deus. E comecei a mandar dinheiro para meus pais. Fiquei muito feliz e sorridente.

Trabalhei com obra, reciclagem, de vendedor ambulante, de jardinagem e hoje sou assistente de uma artista plástica e sou muito feliz por tudo que faço. Trabalho durante a semana e toco forró aos finais de semana. Assim vivo nessa luta buscando muitas coisas boas, sonhando e me aventurando. Hoje eu tenho muitos amigos, me divirto bastante e sou muito feliz no que faço.

Eu também já fui casado três vezes e hoje tenho uma namorada muito maravilhosa e bastante carinhosa. Sou muito feliz ao lado dela.

Obrigado, senhor, por tudo que faz por mim. Quero também agradecer às minhas professoras. Aninha e Paula, obrigado. Um bom estudo para nós todos. Quero agradecer também a esse projeto do Ilha de Vera Cruz por esta oportunidade.

Essa é minha historia e minha vida.


O sol nasce para todos

Aparecido Severino da Silva

Eu, Aparecido Severino da Silva, filho de Manoel Severino da Silva e Anorinda Gomes da Silva, nasci em 1973, em uma fazenda que se chama Vereda dos Bois, no município de São João do Paraíso, Minas Gerais. Filho de agricultor, meu pai tinha uma família muito grande. Eu era o sexto filho, de nove que formavam uma grande família. Meu pai não tinha renda e vivia de tropas que vendiam suas cargas com meu avô em cidade vizinhas.

O pouco que economizou comprou uma fazenda. Em 1978, fomos morar nessa dazenda que ficava a 10 km da cidade. Não tinha escola na região. Surgiu a primeira escola em 1982 e ficava a 2 km de distância. Muito difícil de chegar, tinha que atravessar rios de água. Meus pais me matricularam, mas pouco ia às aulas. Faltava material para estudar. Meu pai não tinha dinheiro para comprar, tinha vergonha de tanta dificuldade que nós passávamos.

Eu e minha família não tínhamos brinquedo e não brincávamos, pois os nossas brincadeiras eram cuidar dos animais para meu pai na fazenda. Aprendi muito pouco e a escola não trazia novidade e os conhecimentos ficavam para trás. O tempo passou e cada vez mais ficava difícil, tinha que trabalhar muito, de sol a sol. O cansaço era muito e aí não tinha vontade de ir às aulas.

Abandonei a escola na 5ª série para trabalhar fora. Ganhava dinheiro com o trabalho de
lenhador, tinha minhas mãos calejadas de tanta escravidão.

Em 1993 vim para São Paulo. Meu sonho era trabalhar e estudar. Tentei várias vezes, mas sempre tinha um obstáculo e sempre não dava certo. Variava muito os horário de trabalho e sempre estudar que seria uma primeira opção passava a ser a última. Muitas coisas aconteceram na minha vida e hoje, apesar de pouco estudo, tive muitas oportunidades. Tenho uma vida financeira razoável.

Tudo que não fiz na minha infância posso fazer hoje. Estudo, brinco com meus filhos para eles lembrarem de uma infância muito legal e feliz.

Hoje vivendo em São Paulo, longe dos meus pais, sinto muita saudade. Mas tenho
muito orgulho de contar um pouquinho da minha história que, apesar de tantas dificuldades,
eu venci o medo e o preconceito e estou estudando, fazendo o que mais gosto. Pretendo terminar o ensino fundamental e fazer uns cursos, e é muito legal. Aprender e trocar informação e poder compartilhar com meus filhos. Cada dia posso dizer para meus filhos o que aprendo de diferente, conto para meus amigos que estou estudando. Às vezes tenho apoio para cada vez mais chegar onde pretendo.

Estudar é a melhor forma de aprender. Lendo eu aprendo muito mais, estou lendo meu
terceiro livro e estou cada dia mais apaixonado por literatura. Ler faz bem

A vida de um sonhador

Bras Sousa de França 
 
Eu, Bras Sousa de França, nasci na cidade de Picuí Paraiba, em 03/02/1963. Sou filho de Raimundo Grégorio de França e Jovelina Maria de Sousa. Passei a infância trabalhando na pedreira.Aos 16 anos, vim para São Paulo lutar por uma vida melhor.


Trabalhei como ajudante geral e aos 17 anos retornei à minha terra natal,onde trabalhei como vaqueiro na fazenda Boa Sorte,cuidando dos animais: cavalos e bois,levando-os ao pasto pela manhã. Isso aconteceu até os meus 20 anos.


No ano de 1983 voltando à São Paulo, iniciei uma carreira como ajudante de impressor gráfico e um ano depois,passei a impressor gráfico na Editora Visão,até 96. Em 1997, fui chamado para uma visita ao jornal Lance,onde fui convidado para trabalhar,aceitei o convite e estou lá até hoje.
 

Em 1990,comprei um terreno em Guarulhos SP,construi uma casa simples,mas poderia chamar de minha.Já era noivo e em 1997 me casei.Em março de 2001 nasceram os meus gêmeos:Gustavo e Guilherme,eles são tudo na minha vida.

Este ano de 2011 fui presenteado com a oportunidade de estudar,pois sem estudo não somos nada.Agradeço a Deus por isso e jamais vou esquecer que quando estiver subindo nunca jogar pedra nos que estiverem descendo.

Agradeço tambem ao colégio Ilha de Vera Cruz, as minhas professoras e monitores:Especialmente, a profª.Claudia, Ana e Paula, pelo o incentivo e o apaio que me dão. Meu muito obrigado.

Saudade da infância

Cristiane Alves de Souza

Eu, Cristiane Alves de Souza, nasci em 1976, em União dos Palmares, em Alagoas, filha de Maria José Alves da Silva e Ulisses Cândido da Silva. Somos em 13 irmãos. Meu pai sempre incentivou todos nós a estudar. Eu estudei até a quarta série. Não continuei com preguiça, mesmo. Não culpo meus pais. Sinto saudade da vida de infância, de todos os meus irmãos, de todas as brincadeiras com meus irmãos e de quando conheci Petrônio na sala de aula. Estudamos junto a quarta série. Começamos a namorar. Esse namoro durou 8 anos. Casamos e tivemos um lindo filho que chama Pedro. Hoje ele está com 9 anos.

Em busca de sonhos

Cristiane Sales da Silva

Eu, Cristiane Sales da Silva, nasci em 06/07/1978 no bairro chamado Saramandaia, em Salvador – Bahia, filha de Jose Joaquim Da Silva e Deolina Santana Sales.

A infância foi muito triste e difícil para mim, perdi minha mãe. Foi triste e muito sofrido para mim, mas superei a tristeza na adolescência. Vivi em lugar chamado Barreiro, no interior da Bahia. Trabalhei na roça com meu pai e meus irmãos. Foi difícil.

Não tive infância, pois comecei a trabalhar muito cedo. Não podia brincar, só fui à escola quando tinha 5 anos, foi pouco tempo e não aprendi nada. Quando tinha 14 anos tive meu primeiro emprego de doméstica. Trabalhava para ajudar meu pai. Quando tinha 17 anos meu pai faleceu, foi difícil para mim perder meu pai naquele momento. Parecia que uma parte de mim tinha morrido, me senti sozinha e sem proteção.

Aos 19 anos fui à escola e fiz primeira e segunda séries em Barra do Pojuca – BAHIA, mas meu nome aprendi a fazer em casa. Eu pegava minha certidão de nascimento e escrevia meu nome várias vezes e assim aprendi fazer meu nome.

No dia 01/03/2003 eu vim para São Paulo com muitos sonhos e projetos, mas não foi fácil eu vir trabalhar de babá. Os meus patrões foram muito bons para mim. A minha patroa D. Fafá e Sr. Peri tinham duas crianças: Clarisse e Francisco, dois lindos adolescentes. Eles me ajudaram, e assim a saudade da minha família ia passando aos poucos. D. Fafá estava grávida de um lindo bebê de nome Rafael. Eu não gostava muito de menino, mas para mim foi um desafio quando ele nasceu. Eu fiquei encantada e consegui vencer o desafio, cuidava dele como se fosse meu filho e foi muito difícil quando deixei de ser babá dele, sofri muito, foram 6 anos e esse foi o meu primeiro trabalho aqui em São Paulo.

Estar aqui em São Paulo é bom, mas estar longe da minha família é difícil. A saudade é grande, mas tenho sonhos e objetivos e vontade de vencer na vida. Às vezes dá vontade de deixar tudo, mas meus sonhos e objetivos falam mais alto. Não posso desistir agora que estou perto dos meus sonhos. As dificuldades são grandes, mas preciso ir atrás. Estar na escola aos 32 anos é um privilégio. Estou adorando aprender a ler e escrever. Esse é um dos meus sonhos. É difícil trabalhar e estudar, mas a vontade de aprender é maior que as dificuldades.

Hoje trabalho como empregada doméstica e faço curso de cabelereira. Moro com uma amiga Carmem e a filhinha dela, Marília, que para mim é como se fosse minha família.

Bom, sou evangélica, não me casei, não tenho filhos, quero agradecer a Deus por tudo que ele tem feito por minha vida. Quero agradecer à minha família por ser a razão do meu viver. Eu amo muito a minha família e ela me ajuda dando força para vencer. Estar longe deles não é fácil, a saudade é grande. Agradeço à Helena Ramos e à família dela, por ter me incentivado a estudar. Agradeço ao Ilha de Vera Cruz por ter professores competentes e maravilhosos.
Obrigada a toda a direção da escola.

Um sonho realizado

Celma Rosa

Eu Celma Rosa, nasci na Cidade de Vitória da Conquista-BA, no dia 28/07/79.Tenho dez irmãos, na minha infância eu brincava muito de casinha de boneca com minha irmã Rosalia e várias coleguinhas, por dia a gente mudava de lugar umas quatro a cinco vezes, a minha mãe chamava a gente de ciganas porque a gente não parava num lugar certo. 

Quando eu estava na idade de 8 a 9 anos eu ia pra escola. Eu era muito tímida, na hora do recreio eu não me enturmava com os coleguinhas da sala. A timidez era demais, depois, aos meus 12 anos, eu já me soltei mais, e brincava muito de baleada , corre-corre de gatinha, de vovozinha, etc... Voltava pra casa, então eu ia pra roça ajudar meus pais, que eram lavradores. Estudei até a 3ª série, então tive que sair da escola, porque não dava mais para estudar, pois nós trabalhavamos muito para ajudar meus pais. O meu sonho, desde aos meus 14 anos, era ser independente. Era muito difícil meus pais deixarem a gente sair de casa, mas, com muito pedido, eles acabavam deixando.

Aos meus 18 anos fui trabalhar na cidade de Vitória da Conquista, que dava 2h de viagem de onde meus pais morava. A cada 15 dias eu ia visitar minha família. Lá trabalhei três meses, aí não agüentei, pois a saudade da minha família era muito grande.Voltei de novo para casa dos meus pais, mas a minha vontade era de ser independente. Aos 19 anos, fui trabalhar num arraial chamado Bate-Pé, em uma casa de família, à distancia de vinte minutos da casa dos meus pais. Eu ia visitar minha família a cada oito dias. Lá trabalhei três anos, depois me cansei de lá e queria sair para uma cidade grande, o sonho era vir pra São Paulo. 

Com meus 22 anos vim pra São Paulo e comecei a trabalhar com uma senhora. Fiquei pouco tempo com ela, pois não agüentei a chatice da velha e saí de lá. Fui cuidar de duas crianças, mas não aguentei ficar quatro dias, pois era muito difícil. As crianças eram uns capetinhas em forma de gente, então fui embora para casa da minha irmã, que morava em Pirituba, mas ela estava de férias e ia pra Bahia. Então disse: “vou também visitar meus pais”, e fui para Bahia. Fiquei um mês e voltei pra SP,  isso foi em 2001. Comecei a trabalhar com uma família, apesar do começo ter sido difícil, eu fui me acostumando e hoje sou super feliz com esta família. Há 10 anos que a gente convive junto, eu os considero como minha 2º família. Me deram força, voltei a estudar em 2010 e estou super feliz. Ser independente era um dos meus sonhos. 

Agradeço a Deus por ter uma vida maravilhosa e de hoje em diante a Deus pertence!

Minha vida

Fábio José Silva

Eu, Fábio José Silva, nasci em 1983 em Alagoas na cidade de Arapiraca. Filho de Maria Sonia da Silva empregada doméstica filho de Zevaldi Silva do Amaral.

Tenho cinco irmãos, quatro homens e uma mulher. Eu gostava de jogar bola com meus irmãos e também gostava de empinar pipa e brincava de queimada. Era uma criança muito feliz, ao chegar aos doze anos de idade tive que começar a trabalhar vendendo picolé, também vendia verdura na feira para ajudar os meus pais. Não tive muito tempo para estudar, ao chegar aos 18 anos eu recebi um convite do meu tio para vir para São Paulo, chegando logo tive que trabalhar para mandar dinheiro para minha mãe.

Vitória em Cristo

Inês Gonçalves da Silva Camazzola

Minha vida

João Batista Gonzaga de Carvalho

O caminho se faz ao caminhar

Jovenila Almeida Pereira


Eu, Jovenila Almeida Pereira, nasci em 20 outubro 1966 em Tremedal, estado da Bahia. Meus pais se chamam Antonio Pires de Almeida e Ana Rosa Jesus. Era uma família de 16 pessoas, sendo 14 irmãos. Fomos criados na zona rural com muitas dificuldade, porém muito felizes. Nunca tive oportunidade estudar. Na infância, eu gostava muito dançar, mas meu pai nunca deixava. Ele dizia que dançar era senvergonhice.

O primeiro namorado que eu tive, me casei, com 17 anos, achando que iria sair da prisão e ter liberdade. Mas, me enganei. O meu esposo era muito ciumento, eu não tinha direito nem de sorrir e já era motivo para brigar. Então, eu considero que não tive infância.

Depois de 13 anos de casamento, mãe de 4 filhos, me separei e fui à luta para criar meus filhos. Hoje, o menor tem 16 anos. Enfim, me considero uma vencedora, mas ainda tenho um sonho de conseguir fazer no mínimo o Ensino Médio.

Sou auxiliar de limpeza e quero um dia o cargo, no mínimo, de telefonista. Essa é a boa parte da minha história de vida que vai muito mais longe. Quer ver meus filhos casados e também conhecer meus netos, mas espero que demore muito, pois me sinto muito jovem para ser vovó.

Ainda vou me casar e nesse segundo casamento, aí sim serei muito feliz, ou seja, uma mulher realizada.

Minha história

Julião Garcia Pinheiro

Eu, Julião, nasci na Barra da Entiuba, município de Porto Real do Colégio, em Alagoas. Sou filho de Elpido e Amalia. Minha vida foi muito boa porque não faltava nada. Meus pais tinham sítio. Nossa família tinha lavoura que nós plantávamos para comer e também tinha leite das vacas.

A minha adolescência foi maravilhosa porque eu tinha muito amor, muito carinho dos meus pais.
Na nossa terra, nós não vamos para a escola. Quando estava com 8 a 10 anos, em 1970, meus estudos estavam indo bem, mas foi interrompido por causa de uma seca. Perdemos toda a lavoura e ficamos perdidos, sem saber o que fazer. Meus pais me tiraram da escola para ajudar.

Depois eu me casei, nunca mais fui estudar. Vim para São Paulo para trabalhar, mas nunca pensei em estudar. Então uma pessoa me falou para eu voltar a estudar. E hoje estou aqui no Ilha de Vera Cruz. Estou muito contente e satisfeito com os professores que eu estudo.

Minha vida

Luis Carlos Egídio

Eu, Luis Carlos, nasci na cidade de São Paulo no dia 3 de junho de 1965. Filho de Odísma e Sebastião não tive muita infância, tive que parar meus estudos para poder trabalhar. Tive que puxar carrinho na feira e muitas vezes, tive que discutir com os colegas para pegar as freguesas.

Aos 14 anos tive meu primeiro emprego de registro na carteira, foi numa papelaria. Já na minha adolecência, aos 16 anos, resolvi estudar e comecei a frequentar a escola. Só que minha professora era muito exigente com os alunos. Mas no decorrer do tempo tive uma notícia muito ruim e mais uma vez tive que parar meus estudos. A minha irmã tinha ficado doente e uma semana depois ela veio a falecer, aos vinte e cinco anos. Isso mudou muito a minha vida porque tive que cuidar da minha mãe que tinha problema de saúde também.

O aventureiro

Luiz Silva

Eu, Luiz Silva, nasci em Guarabira no estado da Paraíba no dia 26 de agosto de 1961, filho de José de Morais Martins e Angelina da Paz Silva. Na minha cidade tinha muitos amigos. Na minha infância, gostava de jogar futebol com eles. Na minha adolescência, mudei para a cidade dos meus avós Campos de Santana, também na Paraíba, onde estudei até a 4a. série primaria.

Na minha juventude, trabalhei como vendedor de água retirando da lagoa com barril e transportando em cima de um jumento entregando de casa em casa.

Em 1979, resolvi fazer um curso de tratorista na cidade de Bananeiras, também no Estado da Paraíba, mas não quis fazer profissão.

Resolvi vir morar em São Paulo em 1980 e logo arrumei trabalho em uma loja de embalagens como balconista, onde trabalhei por onze anos. Em 1986, me casei com Marilene Mendes da Silva. Tenho um filho por nome Diego Mendes Silva, com 22 anos. Hoje trabalho por conta própria como comprador e vendedor de materiais recicláveis, como por exemplo, latinha de alumínio, papelão, jornal, revista, ferro etc.

Minha história da minha vida

Manoel Gaces Bispo Silva
Eu, Manoel Gaces Bispo Silva, filho de Lucia e Teodorio, nasci no Rio de Janeiro. Com 8 anos fui morar em Santanópolis, na Bahia. Lá morei por 5 anos.

Meu pai trabalhava viajando. Fomos obrigados a mudar para Jaraguá do Sul, município de Joinville, em Santa Catarina.

Lá foi muito difícil. Meu pai arrumou outra mulher. Daí pra cá, minha mãe não teve mais sossego. A vida dela virou um inferno.

Tive de trabalhar e aí comecei a faltar na escola. Tanto que terminei perdendo a vaga.

Aos 18 anos, vim para São Paulo. Aqui me casei. Nesse tempo nasceu um filho. Apesar da minha separação, amo muito meu filho.

Um sonho a realizar, minha estrela vai brilhar

Manuel Braga dos Santos

Nasci em 15 de agosto de 1961, filho de Nicomedes Francisco dos Santos e Izaulina Braga dos Santos, no sítio da minha avó, no município da cidade de Iguai – Bahia. 

Em 1972 mudei para outra cidade em Ibicarai, Bahia. Eu comecei a estudar em 1984. Eu estudei um ano e depois parei. Fui trabalhar nas rosas na lavoura de cacau. Em 1986 para a cidade de Ibicarai, fui chamado para trabalhar na fábrica da Coca-cola. Trabalhei até 1997. Saí e tentei trabalhar por conta própria, para não sair da minha cidade, mas não foi possível, ficou difícil.

Em 1998, viajei para São Paulo para trabalhar, construir um sonho e cuidar da minha família.

Agora, em 2011, retorno à escola para retomar meus estudos novamente. Para mim é uma felicidade.

Nunca desista dos seus sonhos

Maria Alves do Nascimento

Eu, Maria Alves do Nascimento, nasci em Sergipe vim para são Paulo. Aos 17 anos para ajudar minha mãe ter uma vida melhor. Chegando aqui comecei a trabalhar em casa de família como ajudante de copa. Hoje vivo com minha filha Fernanda no Embu das Artes e tenho um sonho que é a minha filha fazer faculdade.

Medo de cobra

Maria das Graças do Nascimento 

Eu, Maria das Graças do Nascimento, nasci em agosto de 1982.

Filha de Margarida Calaça e Antonio Mariano, eu, Maria, não fui igual a todas as outras crianças porque não frequentava a escola porque tinha que trabalhar dentro de casa.

Quando eu era criança, minha mãe me deu para uma família criar. Eu tinha que trabalhar para a família. Ia para roça e buscava as vacas no pasto. Tinha que ir buscar água para toda a família. Tinha que carregar água na cabeça para todo mundo tomar banho. Eu fazia isso todos os dias. Quando a esposa do meu primo mandava eu ir buscar água eu começava a chorar porque já pensava nas cobras que estavam lá. Todas as vezes que eu ia buscar água tinha uma me esperando no mesmo lugar. Eu entrava em pânico, mas pedia a Deus que me protegesse delas. Elas ficavam olhando pra mim. E eu ficava desesperada, mas elas passavam por mim e iam embora.

Eu pedia a Deus que um dia minha mãe fosse me buscar naquele inferno. Até que um dia ela apareceu. Fiquei feliz. Finalmente fiquei livre e fui embora. Fui morar com o filho da minha madrinha por um tempo.

Aos doze anos vim para São Paulo morar com uma tia. Fiquei feliz em saber que a cidade grande não tinha cobras. Durante sete anos não vi nenhuma.

Conheci o pai da minha filha e fiquei grávida. Resolvi ir para o Ceará ter a minha filha lá e pensei nas cobras. Mas pensei que elas tinham acabado. Um belo dia, já estava de seis meses de gestação quando resolvi dormir numa casa que minha mãe tinha próximo da roça. Ela não tinha luz. Oque clareava era lamparina. Durante o dia foi tudo bem, mas à noite fui dormir e ouvi um barulho nas telhas. Chamei minha mãe e ela acendeu a lamparina e não viu nada. Mas de manhã descobri que aquele barulho era uma cobra enrolada nas telhas. Minha mãe tentava por ela para fora e ela ficava olhando pra mim e o medo voltou de novo.

Em todos os lugares que eu ia ficava com medo. Enfim, minha filha nasceu e voltamos para São Paulo e não quero ver cobras nunca mas na minha vida.

Resumo da minha vida

Maria do Carmo Oliveira
 
Eu, Maria do Carmo Oliveira, nasci em 26/12/1955 em Rio Casca, Minas Gerais. Meu pai Joaquim José de Oliveira e minha mãe Deuzedina Domingos de Oliveira. Minha infância foi boa, vivi na fazenda andando a cavalo, eu gostava muito com meu pai e minha mãe e meus irmãos foi muito bom.

Meus pais eram muito bravos e “pegavam no meu pé”, mas era porque eles queriam o meu melhor. Meus irmãos se chamavam Donato, Maria de Lurdes, Joaquim José filho, Getúlio Vargas, João, Carlos, Roberto Carlos, Hélio Roberto, Nicanor Max. Meu trabalho começou com 10 anos e foi em casa de família como babá. Fiquei neste emprego até os meus 15 anos, após fui trabalhar em uma empresa como montadora de placa de circuito impresso, trabalhei por um bom tempo, depois fui trabalhar em loja como balconista, botique, escolas, floriculturas, assim entre outros, para poder ajudar minha família. Me casei com 22 anos. Durou 14 anos, não consegui ter filhos por problemas de saúde, me separei e fui ajudar meu irmão Donato que tinha se separado e cuidava dos seus 3 filhos (Débora com 5 anos, Alexandrine com 2 anos e Adriano Lucas com 1 ano), foi uma boa experiência. Cuidei deles por muitos anos, hoje já estão todos grandes.

Mais terde tive alguns problemas familiares e tive que sair e construir minha vida. Conheci meu atual marido, Dioner, que amo muito e sempre me deu apoio, respeito e amor. Ele me ajudou a refazer o tempo perdido. Minha sobrinha Débora, hoje já com 20 anos, me incentivou a voltar aos estudos, pois sempre me disse que nunca é tarde para um recomeço. 
 
Hoje em dia sou uma pessoa de muita fé e feliz por ser abençoada por Deus por sempre ter me iluminado a minha vida em todos os momentos.

Paula, de São Paulo

Paula Monteiro Takada

Um sonho de vida

Simone Bispo da Silva

Eu, Simone Bispo da Silva, nasci em 1983, aqui em São Paulo. Sou filha de Anita Bispo da Silva e Joaquim Bispo da Silva. Meus pais são baianos. Eu fui criada na Bahia. Eu só tenho uma irmã que se chama Gislene. A gente brincava muito de boneca, de pular corda. Também estudava meio período. Brincava muito na rua de queimada e andava de bicicleta com minha prima. Adorava brincar de bola. Adorei minha infância.

Comecei a trabalhar cedo. Com 13 anos, trabalhava na roça para ajudar meus pais, mas me divertia muito. Nos forrós à noite meus pais nos levavam. Graças a Deus, nós somos uma família muito feliz.

Comecei a namorar muito cedo, com 15 anos. Depois me casei com 16 anos, na Bahia, com uma pessoa muito bacana e estou casada há 11 anos. Tenho uma filha que se chama Cinthia, tem 7 anos e é a razão da minha vida. Trabalho e estudo no Ilha de Vera Cruz há um ano. Fiquei sem estudar 10 anos, mas agora voltei a estudar, estou muito feliz e só tenho a agradecer.

Autobiografia

Valdenes Antunes

Eu, Valdenes Antunes, nascido na Paraíba, na cidade de Sousa. 

Fui criado com a minha avó até os 12 anos de idade. Meu pai veio para São Paulo em 86 e eu fiquei com os meus 3 irmãos.

Eu, como irmão mais velho, trabalhava carregando agua para encher os potes, para ganhar um trocado.
Ao chegar em São Paulo em 1989 com 6 meses comecei a trabalhar em um supermercado. Lá trabalhei 5 anos e 7 meses, mas nesse tempo sofri muito, porque era muito magrinho, pesava 25 quilos com 15 anos de idade.
Chegando em São Paulo não foi fácil, meu pai não conseguia alugar casa, porque naquele tempo ninguém alugava casa para pessoas com muitos filhos. Então mandou minha irmã mais velha para a casa da minha tia Ivoneide, eu fui para a casa da minha tia Corinha.

Uma pessoa realizada

Zilda Rozeno de Oliveira Brito

Eu, Zilda Rozeno de Oliveira Brito, nasci em Irapuru no estado de São Paulo, em 1959. Meu pai se chama Antenor Rozeno de Oliveira e minha mãe, Alice Fereirra de Oliveira. Na minha infância, eu gostava de brincar de boneca de milho. Na adolescência, eu comecei a trabalhar na roça com os meus pais.

Com 5 anos, a minha família foi morar na cidade porque o meu pai foi intoxicado. O médico proibiu de trabalhar na roça. Aí o sofrimento começou. A minha mãe tinha 5 filhos e o meu pai começou a se envolver com mulheres da vida fácil. A minha mãe sofreu muito para trabalhar para sustentar 5 filhos sozinha.

Eu, com 10 anos, comecei a cuidar de criança pequena para ganhar alguns tocados para ajudar a minha mãe. Quando eu tinha 17 anos, minha mãe morreu e eu tive que me virar sozinha.

Com 20 anos vim morar com o meu irmão aqui em São Paulo. Com 2 meses conheci o meu marido que era um colega do meu irmão e me casei.

Hoje tenho 32 anos de casada, 2 filhos que se chamam Ana Alice, que é formada em Pedagogia, e o Paulinho, que está fazendo Biologia.

Me sinto muito realizada. Eu me formo na oitava série e com a minha aposentadoria vou morar no interior e descansar.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Noite de autógrafos: lançamento do nosso livro!

Dia 10 de junho será o lançamento do livro  
O caminho para um sonho, com a autobiografia dos alunos do Projeto Leitura.
Convidamos a todos para participar do nosso evento.
Esperamos vocês na nossa festinha. Será uma noite imperdível!


Local: Sala de dança
do Colégio Vera Cruz
Hora: a partir das 19h

Não perca!!!